‘Brisadeiro’: doces temperados com maconha se popularizam e já são comercializados em vários locais do Nordeste

Chocolates, brownies, cookies, molhos e até bebidas à base de maconha já são produzidas e podem ser encontradas em vários locais do Nordeste. Os famosos “brisadeiros”, além do “brownie mágico” e os “space cookies” caíram nas graças do usuário e dos simpatizantes. Nas praias, em parques, em festas e raves o consumo de drogas, ilícitas ou legalizadas, de forma aberta tem sido percebido com facilidade. No Nordeste alguns destes pontos já acabaram se tornando mais conhecidos da população e a comercialização de alimentos “batizados” se popularizou.
Até o momento não há no ordenamento jurídico pacificação sobre o consumo ou fabricação de comidas à base de maconha. Existe dificuldade até mesmo em ter certeza sobre a quantidade de substância psicotrópica em cada unidade, já que passa por diversos processos culinários e de porcionamento. Apesar de o porte de maconha para consumo próprio ter deixado de ser crime, permanece sendo ilegal. No entanto, o rigor da lei por si só não impede que as regras sejam burladas e o tráfico da cannabis segue acontecendo em todo o Brasil. A forma mais comum de consumir a maconha é fumando, mas os usuários já adotam outros meios para diversificar o “barato”.
Culinária Canábica
A cannabis não é colocada de qualquer forma na comida. Para surtir o efeito desejado, é necessário que haja o processo de descarboxilação, que é o aquecimento da substância. A partir do aquecimento, as substâncias que se encontram na maconha, como o THC e o CBD, conseguem ser absorvidas pelo corpo humano.
A forma mais comum da utilização da maconha em comida é através de sua infusão em manteiga, margarina ou óleo. Com este ingrediente pronto, é possível misturar em várias receitas e desfrutar de seus efeitos psicotrópicos.
Efeitos e riscos
As substâncias ativas da cannabis, THC e CBD, são solúveis em gordura. O que significa que precisam de gordura para serem absorvidas pelo corpo. Além da manteiga, a maconha também pode ser infusionada em óleo de cozinha, óleo de coco ou até mel. A partir dessa infusão é preparado o alimento a ser consumido.
O consumo da maconha em formato de comida proporciona um tipo diferente de metabolização pelo organismo. No brisadeiro, por exemplo, o corpo humano metaboliza o THC por meio do fígado, transformando-o em um metabólito que se espalha eficientemente pelo organismo.
No entanto, o processo é bem mais lento do que o que acontece quando a ingestão é feita pelo método de combustão, como no fumo. Através da ingestão o efeito psicotrópico da maconha demora mais a ser percebido. Porém, é bem mais intenso e demora muito mais a passar.
Altas doses podem provocar sensação de ansiedade, paranoias, enjoos e crises de vômito. A indicação é que o consumo seja feito em pequenas quantidades até o efeito bater, o que pode acontecer em até duas horas. A depender do organismo da pessoa, o efeito pode durar até 24h.
Fonte: clickpb