Um dia cheio de cores e alegria para celebrar o Carnaval, mas sem esquecer uma mensagem muito importante: Caps não é meme. Assim foi a folia nos Centros de Atenção Psicossocial de João Pessoa, unidades da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) que acolhem e oferecem cuidados para pessoas com sofrimento e/ou transtorno mental, severos e persistentes.

No Caps Dr. Gutemberg Botelho, no Bairro dos Estados, a festa foi realizada nesta quinta-feira (19), momento em que os participantes se divertiram com um desfile acompanhado de muita música e a apresentação de ala ursas. A comemoração fez parte das estratégias de cuidado, o compromisso com a inclusão e a ressocialização das pessoas em acompanhamento nos serviços de saúde mental, como destacou Alessandra Gomes, gerente de saúde mental, álcool e outras drogas de João Pessoa.
“Os serviços da saúde mental têm como estratégias de cuidado o fortalecimento da inclusão e ressocialização dos usuários que frequentam esses dispositivos de saúde tão importante e potente de cuidado em saúde mental, sendo as datas comemorativas parte deste movimento de participação de usuários, trabalhadores e todo o território”, explicou.
Parte desse movimento envolve a participação ativa de usuários, trabalhadores e da comunidade em datas comemorativas, transformando esses momentos em oportunidades de fortalecimento de vínculos e promoção da cidadania.


Caps não é meme – O Carnaval deste ano nos Caps trouxe como tema ‘Caps não é meme’. A proposta foi afirmar que os serviços não devem ser alvo de estigmatização ou desinformação, mas reconhecidos como espaços fundamentais de cuidado a pessoas com transtornos mentais, que merecem respeito e dignidade.
“Caps não é meme e por quê? Como afirmação de que os serviços dos Caps cuidam de pessoas com transtorno mental e merecem ser respeitados, como preconizado pelo Sistema Único de Saúde, destacando a universalidade, equidade e humanização. O sofrimento mental esta presente em vários níveis de cuidado a saúde”, observou Alessandra.


Nesse contexto, os Caps desempenham papel estratégico ao promover o cuidado em liberdade, evitando a exclusão social e fortalecendo a reinserção dos usuários na comunidade. Ações como essa reafirmam o potencial dos serviços de saúde mental como dispositivos de acolhimento, promoção de autonomia e garantia de direitos, contribuindo para uma sociedade mais inclusiva e menos preconceituosa.


