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Prefeitura oferece diversas práticas terapêuticas alternativas em quatro bairros de João Pessoa

Prefeitura oferece diversas práticas terapêuticas alternativas em quatro bairros de João Pessoa


Uma alternativa saudável e equilibrada para retomar as atividades rotineiras, no contexto de um ‘novo ciclo’, pode ser, paradoxalmente, encontrada em ‘antigos saberes’, nas chamadas ‘práticas tradicionais de saúde’. Também conhecidas como ‘alternativas ou integrativas’, essas abordagens terapêuticas milenares se propõem a focar na totalidade do indivíduo (corpo, mente e espírito), na intenção de prevenir doenças, bem como recuperar a saúde de forma plenamente natural.

A Prefeitura de João Pessoa disponibiliza, gratuitamente, diversas práticas alternativas – que são oferecidas por quatro unidades terapêuticas em diferentes bairros da Capital. As unidades Canto da Harmonia (Valentina Figueiredo) e Equilíbrio do Ser (Bancários) compõem os chamados CPICS (Centros de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde). Além desses, tem o Núcleo Cinco Elementos, no Parque Arruda Câmara (Roger); e o Espaço de Cuidado Portal do Sol, na sede da Secretaria Municipal de Saúde (Torre).

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as Práticas Integrativas e Complementares (PICS) associam diferentes campos do saber médico como a medicina tradicional chinesa; a medicina ayurvédica; a medicina antroposófica; a homeopatia; os usos, costumes e sentidos das plantas medicinais e fitoterapia; termalismo e crenoterapia; além de outros recursos terapêuticos, totalizando 29 práticas integrativas.

Segundo Maria do Carmo de Amorim, coordenadora de Práticas Integrativas e Complementares da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), as PICS são uma abordagem de cuidado holístico que trata as pessoas em sua singularidade, de forma integral. “As práticas integrativas buscam estimular os mecanismos naturais de prevenção de doenças e recuperação da saúde através de técnicas eficazes e seguras – que enfatizam a escuta acolhedora, o desenvolvimento do vínculo terapêutico e a integração do indivíduo com o meio ambiente e com a sociedade. As práticas compartilham, ainda, uma visão ampliada do processo de saúde-doença, assim como a promoção global do cuidado, especialmente do autocuidado”, explica Amorim.

Izabel Christina Queiroz frequenta o CPICS Canto da Harmonia, no Valentina, há quase um ano. Ela cuida, sozinha, da mãe cadeirante, e estava sofrendo com crises de ansiedade por conta de um desgaste físico e mental. Foi, então, que uma vizinha lhe indicou os serviços do Centro de Práticas Integrativas. Logo após a primeira consulta, Izabel foi encaminhada para participar de sessões individuais com uma terapeuta, que lhe atendeu em quatro momentos distintos. A partir daí, foi orientada a fazer parte do grupo Terapia Resgate do Amor Próprio, o qual segue frequentando até os dias de hoje. De acordo com ela, o objetivo principal do grupo é trabalhar o autoconhecimento no intuito de elevar a autoestima através, principalmente, da mudança no estilo de vida.

“As práticas têm me dado o apoio psicológico necessário. Eu venho me valorizando cada vez mais. Estou passando a me cuidar melhor, passando a olhar mais pra mim. E isso tem melhorado muito minha qualidade de vida. Eu me sinto mais segura, mais determinada. E a orientação dada é sempre zelar, tanto pela parte física, como pela parte psicológica. Estou aprendendo a ter cuidado com a minha autoestima, a perceber o que gosto de fazer, a me valorizar. Tem sido muito positiva essa experiência”, relata Queiroz.

E por conta desse reflexo positivo em seu cotidiano, Izabel costuma recomendar os serviços do Centro a todos que considera necessitar desse tipo de cuidado. “Lá encontramos respostas para algo que, muitas vezes, não estávamos procurando. É que, normalmente, quando a gente tá numa situação de aflição, a gente fica meio perdido. Mas, com o apoio de um profissional começamos a ter foco, a ter calma. Você não está só. Tudo tem saída”, pontuou.

Para a terapeuta holística Ana Patrícia Brasileiro, que atende no Canto da Harmonia há três anos, serviços como estes, oferecidos pelas unidades de saúde do Município, são de extrema importância, principalmente, pelo acolhimento humanizado que, segundo ela, ‘faz toda diferença’ para a eficácia do tratamento.

“As práticas integrativas na saúde se diferenciam por levar em consideração o indivíduo como um todo. Entendemos que a pessoa é um ser biopsicossocial e espiritual, ou seja, temos um corpo físico, mental, emocional, social e espiritual. Tudo isso está interligado. Não estudamos de forma separada. E o tratamento é completamente natural, de autoconhecimento.  Quando eu me conheço, consigo perceber os sinais que o organismo está querendo me alertar. Daí, não espero adoecer para me cuidar. Enquanto na medicina alopática o indivíduo é estudado e tratado por partes, dependendo de sua queixa, nas práticas integrativas tratamos o todo”, explica Patrícia Brasileiro.

Já Greicymary Silva, diretora do Canto da Harmonia, enfatiza o caráter complementar das práticas integrativas à medicina alopática, de forma a ampliar as possibilidades terapêuticas disponíveis. Além disso, segundo ela, as práticas integrativas fortalecem a promoção da saúde, a prevenção de agravos e o protagonismo do usuário no seu próprio cuidado. “Elas contribuem significativamente para o manejo de condições crônicas, para a humanização da assistência e para a consolidação de um modelo de atenção mais acolhedor e centrado na pessoa, em consonância com a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares e as diretrizes do Sistema Único de Saúde”, complementa.

Com graves crises da síndrome de fibromialgia, Maria Suely Pessoa chegou ao Centro do Valentina duvidando de uma possível cura. Porém, após um longo tratamento de escuta individual, em paralelo à participação no Grupo Essência Feminina, Suely finalmente encontrou o equilíbrio e a paz que ansiava.

“Todo o espaço é maravilhoso. Todas as pessoas atendem a gente muito bem. É um lugar onde a gente se sente em paz, em casa, se sente acolhida, abraçada. Também participo de um outro movimento, que é o movimento do corpo, onde estou evoluindo bastante. Tinha movimentos que eu não conseguia fazer porque estava muito enrijecida. Estava muito pra baixo, e a terapeuta com aqueles movimentos, com aquelas músicas, com aquele jeito maravilhoso, conseguiu elevar minha autoestima. Essas pessoas olham pra gente como ser humano. A gente chega lá chorando, muitas vezes com dores, e sai de lá com um sorriso nos lábios. Isso não tem preço. Minha vida melhorou muito, com certeza”, relata Suely Pessoa.

As quatro Unidades de Terapias Integrativas e Complementares de João Pessoa atendem a todos os residentes da Capital, sendo as práticas disponibilizadas: Escuta Acolhedora; Acupuntura; Auriculoterapia; Arteterapia; Biodança; Constelação Familiar; Cromoterapia; Dança Circular; Massoterapia; Ventosaterapia; Tai Chi Chuan; Terapia de Floral; Plantas Medicinais; Terapia Comunitária Integrativa; Massoterapia; Yoga; Osteopatia; Oficina de Automassagem; Imposição de Mãos; Meditação; Resgate da Autoestima; entre outras.

O acesso, por sua vez, acontece por demanda espontânea, ou por encaminhamento da Rede de Atenção à Saúde (sendo necessário a apresentação do Cartão do SUS da cidade de João Pessoa).

Já os horários de funcionamento das unidades são os seguintes:

  • CPICS Equilíbrio do Ser e Canto da Harmonia:  atendem de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h;
  • NUPICS Cinco Elementos: segue o horário de funcionamento do Parque Arruda Câmara, 9h às 16h, até a sexta-feira);
  • ECIS Portal do Sol: atende de segunda à sexta-feira, das 8h às 14h.



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