A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) mantém, na Policlínica Municipal de Mandacaru, um laboratório exclusivo para o diagnóstico da tuberculose em toda a rede municipal. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, garantindo agilidade no processamento dos exames e rapidez na liberação dos resultados, a fim de fortalecer as estratégias de controle da doença no município.

Atualmente, são realizados pelo laboratório o Teste Rápido Molecular (TRM), a Baciloscopia de Controle e a Cultura de Escarro. Para a Baciloscopia e o TRM, o tempo médio entre o processamento e a liberação do resultado é de 24 horas. Já a Cultura de Escarro, devido ao tipo de análise realizada, tem prazo médio de dois meses para conclusão. Em média, o laboratório processa entre 250 e 300 exames por mês, atendendo toda a demanda da Rede Municipal de Saúde.
De acordo com a diretora do Departamento Técnico de Tuberculose e Hanseníase da SMS, Eveline Vilar, a estrutura laboratorial própria e a rapidez na liberação dos resultados são fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e assegurar tratamento oportuno aos pacientes.
“A tuberculose é uma doença infectocontagiosa e o diagnóstico precoce faz diferença tanto para o paciente, que recebe um diagnóstico rápido e pode iniciar o tratamento, como para as pessoas com quem convive, porque o objetivo também é quebrar a cadeia de transmissão da doença. Dessa forma, a principal vantagem de ter o exame processado no próprio município é a facilidade para os usuários, uma vez que, o tempo que a amostra chega ao laboratório é bem menor e o resultado sai de forma bem mais rápida”, destaca Eveline Vilar.
Outra vantagem é que o usuário não precisa se deslocar até o laboratório para coleta nem recebimento do resultado. “O exame é coletado nos próprios postos de coleta da rede municipal, nos mesmos locais onde já são realizados exames de rotina. Depois da coleta, o material é encaminhado ao laboratório da Policlínica de Mandacaru e, assim que fica pronto, o resultado é disponibilizado diretamente aos profissionais de saúde responsáveis pelo atendimento. Nos hospitais, o laudo retorna para a própria unidade hospitalar, já nas unidades de saúde da família (USFs), a informação é enviada pelos sistemas oficiais da rede municipal, garantindo que a equipe receba o resultado com rapidez e possa dar continuidade ao cuidado do paciente”, explica Eveline.
Em 2025, foram registrados 475 novos casos de tuberculose entre residentes de João Pessoa. Já em 2026, até o momento, foram confirmados 136 casos em moradores da Capital.


Assistência contínua – O tratamento da tuberculose só é realizado na rede pública de saúde. Em João Pessoa, essa assistência acontece em todas as unidades de saúde da família. Além do tratamento, a SMS também oferta exames para diagnóstico e monitoramento da doença, como a Prova Tuberculínica (PT), Baciloscopia de Escarro, Teste Rápido Molecular para Tuberculose (TRM-TB) e Cultura de Escarro.
Tuberculose – É uma doença infectocontagiosa transmitida pelas vias aéreas superiores e, que se não for diagnóstica e tratada, pode levar o doente a complicações e até mesmo a morte. Mas, apesar do alto grau de transmissibilidade, a doença tem cura e, já no início do tratamento a transmissibilidade reduz consideravelmente.
Os principais sintomas da doença são tosse seca ou com secreção por mais de três semanas, perda acentuada de peso, febre no final da tarde, sudorese noturna, cansaço excessivo, fraqueza, palidez, rouquidão e falta de apetite. Os casos mais graves de tuberculose apresentam sintomas como: dificuldade na respiração, eliminação de grande quantidade de sangue, colapso do pulmão e acúmulo de pus na pleura (membrana que reveste o pulmão).
A transmissão acontece de forma direta, ou seja, de pessoa para pessoa. Um indivíduo com tuberculose expele ao falar, espirrar ou tossir pequenas gotas de saliva que contêm o agente infeccioso e podem ser aspiradas por outra pessoa, contaminando-a. O estabelecimento da tuberculose é favorecido por fatores que geram baixa resistência orgânica, como uma má alimentação e o consumo de cigarro e bebidas alcoólicas.
“Qualquer pessoa que tiver tosse por mais de três semanas deve procurar sua USF de referência para consulta médica e solicitação dos exames para diagnóstico da doença. O resultado sai em 24 horas e, caso o diagnóstico seja positivo, o tratamento é feito na própria USF onde o usuário será acompanhado até o final. O tratamento tem a duração de seis meses”, explica Eveline Vilar.
Uma das formas de prevenção da tuberculose é a vacina BCG, administrada em recém-nascidos, que previne contra as formas mais graves da doença. A tuberculose não se transmite por objetos compartilhados. Também é importante evitar aglomerações, especialmente em locais fechados e mal ventilados, procurando sempre ambientes arejados.
Mês de conscientização – Desde o ano de 1982, a Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu março como o mês de combate à tuberculose, celebrando no dia 24 o Dia Mundial de Combate à Tuberculose. No Brasil, na semana do dia 24 de março é chamada de Semana Nacional de Mobilização e Luta Contra a Tuberculose.
A data é dedicada a intensificar ações de conscientização, prevenção e diagnóstico da doença. Nesse sentido, a mobilização busca alertar sobre os sintomas e reforçar que o tratamento é gratuito, oferecido pelo SUS e tem cura a fim de reduzir a incidência da doença, disseminando informações para que pessoas com sintomas busquem rapidamente uma unidade de saúde.


