João Pessoa tem uma das maiores altas no preço dos imóveis em 2025
João Pessoa está entre as capitais que mais impulsionaram a segunda maior alta dos preços dos imóveis residenciais no Brasil em 11 anos, registrada em 2025. No cenário nacional, a valorização média foi de 6,5%, acima da inflação oficial, ficando atrás apenas do desempenho observado em 2024.
Na capital paraibana, o avanço foi ainda mais expressivo. Os imóveis tiveram alta de 15,15%, colocando João Pessoa entre as cidades com maior valorização do país. O movimento pressiona o acesso à casa própria e encarece unidades compactas, que hoje chegam a custar quase o dobro do valor registrado há poucos anos.
Custos de construção e falta de terrenos elevam preços
A alta nos preços reflete, principalmente, o aumento dos custos da construção civil. Segundo o gestor de novos serviços Daniel Agostinho, a elevação no preço da matéria-prima e da mão de obra impactou diretamente o valor final dos imóveis.
Além disso, a valorização dos terrenos, especialmente em cidades litorâneas como João Pessoa, tem pesado no orçamento das construtoras.
“Os terrenos estão cada vez mais valorizados, o que encarece todo o projeto”, explica Agostinho.
A escassez de áreas disponíveis, aliada à demanda aquecida por imóveis residenciais e de veraneio, sustenta o ritmo de crescimento dos preços.
Nordeste lidera ranking de valorização
O Nordeste concentra as maiores altas percentuais do Brasil. Salvador lidera o ranking entre as capitais, seguida de perto por João Pessoa.
Capitais com maior valorização em 2025:
- Salvador (BA): +16,25%
- João Pessoa (PB): +15,15%
- Vitória (ES): +15,13%
- São Luís (MA): +13,9%
- Fortaleza (CE): +12,61%
O desempenho de João Pessoa é impulsionado pelo turismo, crescimento urbano planejado e maior interesse de investidores de outras regiões do país.
Metro quadrado segue caro em áreas de alto padrão
No mercado de alto padrão, Balneário Camboriú (SC) mantém o metro quadrado mais caro do Brasil. Entre as capitais, Vitória lidera o ranking de valores, com R$ 14.108/m², seguida por Florianópolis (R$ 12.773/m²) e São Paulo (R$ 11.900/m²).
Expectativa para 2026 depende dos juros
Para 2026, o setor imobiliário projeta maior estabilidade nos preços, mas condiciona a retomada mais forte das vendas à redução da taxa básica de juros (Selic).
Segundo Kelsor Fernandes, presidente do sindicato de compra e venda de imóveis, os juros elevados são hoje o principal obstáculo ao crédito imobiliário.
“A queda da Selic é fundamental para destravar o mercado e permitir que mais famílias consigam financiar a casa própria”, avalia.
Fonte: paraiba.com

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