O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior da Paraíba (Secties) e com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq), lançou, nesta quarta-feira (11), a plataforma BioInova – Inovações para o Desenvolvimento Sustentável, iniciativa voltada ao mapeamento do estoque de carbono e da biomassa aérea no território paraibano. O evento ocorreu no Instituto Nacional do Semiárido (Insa), em Campina Grande, reunindo representantes do governo estadual, pesquisadores e instituições parceiras do ecossistema científico e tecnológico.
A plataforma reúne dados científicos sobre o potencial de captura e armazenamento de carbono da vegetação do Estado, com base em levantamentos de campo, imagens de satélite e ferramentas de inteligência artificial. Com o lançamento, as informações serão disponibilizadas de forma pública, permitindo que pesquisadores, gestores, investidores e a sociedade tenham acesso a dados estratégicos para iniciativas relacionadas à sustentabilidade, crédito de carbono e desenvolvimento ambiental.
De acordo com o secretário da Secties, Claudio Furtado, a plataforma representa um avanço importante na produção e organização de dados ambientais do estado.
“O BioInova traz um mapa de carbono da Paraíba, utilizando levantamentos em campo, dados de satélite e inteligência artificial. Ele faz um levantamento para cada município dos créditos de carbono que nós temos, levando em consideração diversos fatores relacionados às emissões e à retenção de carbono”, explicou.
A plataforma também integra informações sobre economia ambiental, reunindo dados e orientações para apoiar a participação de empresas, pesquisadores e gestores no mercado de carbono. A expectativa é que o sistema contribua para atrair novos investimentos e fortalecer iniciativas sustentáveis no estado, inclusive relacionadas à transição energética.
Para o presidente da Fapesq, Amilcar Rabelo, o projeto reforça a importância da produção e da análise de dados científicos para enfrentar desafios globais como a mudança climática. “O problema da mudança climática é urgente e exige que a gente tenha dados. Precisamos gerar, coletar e analisar informações para transformar conhecimento em soluções concretas para os territórios”, afirmou.
Já o presidente do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), ressaltou que a iniciativa do Governo da Paraíba representa um marco para a integração entre ciência, governo e sociedade. “A plataforma BioInova é uma cereja do bolo desse processo de fortalecimento da ciência na Paraíba. Ela traz uma perspectiva de transformar o território e gerar bem-estar social a partir da valorização da natureza e do conhecimento científico”, destacou.
De acordo com a pesquisa realizada, a Paraíba apresenta condições favoráveis para desenvolver iniciativas no mercado de carbono. “A Paraíba está numa situação muito interessante. No ranking dos estados que mais poluem, o estado ocupa a 23ª posição, ou seja, é um dos menos poluidores, e possui condições para desenvolver projetos que retiram carbono da atmosfera e que podem ser financiados por empresas ou governos interessados em adquirir créditos de carbono”, explicou uma das coordenadoras do projeto, a professora Márcia Fonseca.
A plataforma BioInova consolida dados científicos sobre estoque de carbono, biomassa aérea e potencial ambiental da Paraíba. A iniciativa integra a estratégia do Governo do Estado de fortalecer políticas públicas voltadas à inovação, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
Confira a plataforma aqui: (https://bioinova.secties.pb.gov.br/).

