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Comissão Especial da ALPB aprova admissibilidade de PEC que reconhece direitos da natureza na Paraíba

Comissão Especial da ALPB aprova parecer pela admissibilidade da PEC que reconhece a natureza como sujeito de direitos

Aprovação do parecer

A Comissão Especial da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou, na manhã desta sexta-feira (12), parecer pela admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 16/2024, que reconhece a natureza como sujeito de direitos no âmbito do Estado da Paraíba.

A reunião ordinária foi realizada por sistema de videoconferência e teve como objetivo emitir parecer sobre a matéria de autoria da deputada **Cida Ramos**.

Participantes da reunião

  • deputada **Cida Ramos** (presidente da comissão);
  • deputada **Silvia Benjamin** (relatora da proposta);
  • **Jutay Meneses**;
  • **Aledson Moura**;
  • **Lindolfo Pires**.

Próximos passos

Com a aprovação do parecer favorável, a PEC segue agora para apreciação e votação em Plenário pelos parlamentares da Casa de **Epitácio Pessoa**.

Antes disso, a matéria já havia passado pela análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (**CCJ**).

Detalhes da PEC

A PEC nº 16/2024 propõe alterações no artigo 227 da Constituição Estadual para estabelecer que a natureza possui direitos plenos, intrínsecos e perpétuos, inerentes à sua existência.

O texto também impõe ao **Poder Público** e à coletividade o dever de defender, recuperar e proteger a fauna, a flora e os demais processos ecológicos, biológicos, genéticos e biogeoquímicos.

Declaração da deputada Cida Ramos

**Cida Ramos**, presidente da Comissão Especial e autora da proposta, destacou que a iniciativa busca ampliar os mecanismos de proteção ambiental no estado, especialmente em relação à **Caatinga**.

“Com essa PEC, não pretendemos reduzir nada. O que queremos é dizer que o bioma da **Caatinga** precisa de proteção e legislação específica para a sua proteção. É algo necessário. Estamos vendo, todos os dias, na **Paraíba**, os desastres ambientais. Vários deputados, inclusive, já usaram a tribuna para relatar os esgotos jogados na praia, por exemplo”.

Declaração da relatora Silvia Benjamin

**Silvia Benjamin**, relatora, ressaltou que a iniciativa não viola dispositivos constitucionais nem restringe direitos fundamentais.

“A proposta não afronta cláusulas constitucionais de reprodução obrigatória nem viola direitos e garantias fundamentais, limitando-se a ampliar a tutela ambiental por meio do reconhecimento da natureza como sujeito de direitos, em linha com a tendência contemporânea de fortalecimento da proteção ecológica.”

Entenda os pontos da PEC

Entre os principais pontos da PEC está o reconhecimento constitucional do direito da natureza de existir, prosperar e regenerar seus ciclos vitais.

O texto também propõe:

  • designar mangues, estuários, dunas, restingas, recifes, cordões litorâneos, falésias e praias como sujeitos de direito e áreas de preservação permanente;
  • atribuir à **Caatinga** a qualificação de patrimônio estadual, estabelecendo que eventuais intervenções deverão ocorrer em condições que assegurem sua conservação e restauração.

A proposta ainda prevê que qualquer cidadão poderá exigir do **Poder Público**, administrativa ou judicialmente, o cumprimento dos chamados Direitos da Natureza e de seus elementos.

O **Ministério Público**, a **Defensoria Pública** e entidades com finalidades voltadas à proteção do patrimônio público, do meio ambiente e dos direitos coletivos também passam a ter legitimidade para atuar na defesa desses direitos.

Consequências da aprovação

Caso seja aprovada, a **Paraíba** poderá se tornar uma das unidades federativas pioneiras no reconhecimento constitucional dos direitos da natureza no **Brasil**.

Por:Jornalismo ALPB

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