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SINTEP-PB divulga resultado da pesquisa sobre enfrentamento da LGBTQIAPN+fobia nas escolas estaduais

SINTEP-PB divulga resultado da pesquisa sobre enfrentamento da LGBTQIAPN+fobia nas escolas estaduais

A pesquisa “Desafios para o Enfrentamento da LGBTQIAPN+fobia nas Escolas Estaduais da Paraíba”, buscou identificar como as escolas da rede estadual têm trabalhado a diversidade e desenvolvido ações de combate à discriminação e à violência contra pessoas LGBTQIAPN+.

A pesquisa foi coordenada pelo professor Hedgard Rodrigues, representante do SINTEP-PB no Coletivo LGBT da CNTE e coordenador do Grupo de Trabalho Escola, Diversidades e Direitos Humanos, vinculado ao Sindicato. A investigação contou ainda com a participação e colaboração dos professores Raquel Maria Soares Rodrigues, Jadson de Jesus Santos, Phelipe Cunha da Silva e Ednildon Ramalho Fideles Junior.

O estudo foi realizado nos meses de novembro e dezembro de 2025, por meio de questionário e atividades de Grupo Focal, com participação voluntária de 104 profissionais da educação, entre professoras/es e integrantes das equipes gestoras e pedagógicas. Todas as regionais de ensino estiveram representadas na pesquisa, reunindo contribuições de diferentes regiões do estado.

Um dos principais resultados aponta que as ações de enfrentamento à LGBTQIAPN+fobia ainda são realizadas com baixa frequência nas escolas. Segundo os dados, 38,5% dos participantes afirmaram que essas atividades nunca são realizadas, enquanto 20,2% disseram que acontecem raramente. Outros 26,9% apontaram que as ações ocorrem às vezes, enquanto 14,5% indicaram uma frequência maior: 13,5% frequentemente e 1% sempre.

A pesquisa também identificou que as atividades, projetos ou componentes curriculares relacionados ao enfrentamento da violência e da discriminação contra pessoas LGBT+ estão concentrados principalmente no Ensino Médio, com 90,6%, enquanto 21,9% foram registrados no Ensino Fundamental.

Os resultados apontam ainda para a necessidade de ampliar a formação continuada dos profissionais da educação, fortalecer a gestão democrática, as práticas pedagógicas inclusivas e inserir, de forma mais sistemática, a temática da diversidade nos documentos que orientam o trabalho das escolas, como o Projeto Político-Pedagógico (PPP) e o Projeto de Intervenção Pedagógica (PIP).

Para o estudo, o enfrentamento à LGBTQIAPN+fobia não deve depender de ações isoladas ou de atividades pontuais. A pesquisa defende o compromisso institucional, a formação dos profissionais, a participação dos estudantes e o diálogo permanente com as famílias e a comunidade escolar como elementos necessários para a construção de um ambiente educacional mais acolhedor e democrático.

Segundo o professor Hedgard Rodrigues, ele que também é diretor da secretaria de Juventude do SINTEP-PB, esta pesquisa representa um ponto de partida para que o sindicato, em conjunto com a CNTE, fomente formações e ações pedagógicas contínuas de enfrentamento à LGBTQIAPN+fobia.

“O combate ao preconceito não deve se limitar a datas específicas, mas ser construído no cotidiano escolar, por meio do diálogo, da empatia e da inclusão. Nosso objetivo, é contribuir para a construção de um ambiente seguro e democrático, no qual a diversidade seja respeitada e cada profissional da educação e estudante possa viver sua identidade sem medo de violência, discriminação ou exclusão”.

Ascom/Sintep-pb

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