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Brasil cria 165,8 mil postos de trabalho em agosto, aponta Caged

Brasil cria 165,8 mil postos de trabalho em agosto, aponta Caged

Em relação aos meses de agosto desde 2020, no entanto, esse é o segundo resultado mais baixo da série, só perdendo para o mesmo mês do ano passado. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020.

De janeiro a agosto, o Caged registrou queda de 25,2% no acumulado de vagas formais:

Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.

Na divisão por ramos de atividade, todos os cinco setores pesquisados criaram empregos formais em agosto.

•    Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): +16.613;

Tradicionalmente, o mês de agosto é fraco para a agropecuária, por causa do início de plantio. No entanto, marca o pico da atividade industrial, com as fábricas começando a produzir para o Natal.

Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de educação, com a abertura de 25.416 postos formais. A categoria de saúde humana e serviços sociais abriu 19.142 vagas. O setor de transporte, armazenagem e correio criou 16.819 postos.

Na construção civil, o destaque positivo ficou com o segmento de serviços especializados para construção, que abriu 8.415 empregos formais. Em segundo, vêm as obras de infraestrutura, com 7.396 postos.

Na indústria, o maior gerador de empregos foi a fabricação de produtos alimentícios, com 10.171 vagas, seguida por fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (+3.311) e fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (+2.845).

Todas as cinco regiões registraram abertura de vagas formais em agosto.

Na divisão por unidades da Federação, 24 registraram saldo positivo e três demitiram mais do que contrataram. Os destaques na criação de empregos foram em São Paulo (+42.533), Rio de Janeiro (+20.886) e Pernambuco (+13.428).

As unidades da Federação que eliminaram empregos formais em agosto foram Rio Grande do Sul (-1.611), Rondônia (-923) e Espírito Santo (-287).

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, no Espírito Santo, as demissões decorrem do fim da safra de café. Em Rondônia, estão relacionadas à indústria alimentícia. No Rio Grande do Sul, concentraram-se na indústria do fumo e no comércio.

O salário médio real de admissão em agosto totalizou R$ 2.410,74. Isso representa:

•    redução de R$ 0,74 (-0,03%) em relação a julho (R$ 2.411,48);

•    aumento de R$ 24,31 (+1,02%) em relação a agosto de 2025 (R$ 2.386,43).

Com a criação de empregos formais, o número de trabalhadores com carteira assinada encerrou agosto em 48.244.696, alta de 1% em relação a julho e de 1,02% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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