A Prefeitura de João Pessoa reforça a importância da prevenção contra o sarampo, uma das doenças infecciosas mais contagiosas do mundo. Embora o Município não registre casos confirmados desde 2019, o avanço da doença em países das Américas, associado à elevada capacidade de transmissão do vírus acende um alerta para a necessidade de intensificar a vacinação e manter a população protegida.
Mesmo em localidades sem registros recentes da doença, o sarampo continua representando uma ameaça à saúde pública, especialmente diante do risco de reintrodução do vírus. Em João Pessoa, a atenção está voltada principalmente à ampliação da cobertura vacinal, com prioridade para as crianças, sem deixar de contemplar adolescentes e adultos que precisam atualizar seus esquemas vacinais. A vacinação, disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é a principal estratégia para prevenir a doença, interromper a circulação do vírus e proteger a população.
João Pessoa e a Paraíba não registram casos confirmados de sarampo desde 2019, conforme as informações da Vigilância Epidemiológica. Entretanto, a ausência de casos não significa que o risco tenha desaparecido. A circulação do vírus em outros países e a movimentação de pessoas entre diferentes regiões podem favorecer sua reintrodução em territórios onde a doença estava controlada. Por isso, manter a população vacinada é fundamental para evitar novos surtos.
Fernando Virgolino, chefe da Seção de Imunização da Prefeitura de João Pessoa explica que a preocupação se justifica pela elevada capacidade de transmissão do sarampo. “Uma única pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 18 pessoas suscetíveis, em ambientes onde não há proteção adequada. A transmissão ocorre pelo ar, principalmente quando uma pessoa infectada respira, tosse ou espirra. O vírus pode permanecer no ar por até duas horas após a saída da pessoa infectada, tornando a doença especialmente perigosa em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas”, destacou.
Os sintomas mais comuns incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele, que geralmente começam no rosto e se espalham pelo corpo. Embora muitos pacientes se recuperem, o sarampo pode provocar complicações graves, como pneumonia, encefalite, infecções de ouvido, diarreia intensa e comprometimento da visão. Crianças pequenas, pessoas desnutridas e indivíduos com o sistema imunológico comprometido apresentam maior risco de desenvolver formas graves da doença.
Não existe tratamento antiviral específico recomendado rotineiramente para eliminar o vírus do sarampo. A assistência é direcionada ao alívio dos sintomas, ao suporte clínico e ao tratamento das complicações. Dessa forma, a vacinação permanece como a estratégia mais segura e eficaz para prevenir a doença, reduzir hospitalizações e evitar mortes.
Cobertura vacinal – Cobertura vacinal em João Pessoa apresenta avanços, mas ainda exige atenção. Os dados de João Pessoa demonstram uma evolução na aplicação da primeira dose da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Em 2024, a cobertura entre crianças de um ano foi de 69,69%, aumentando para 76,64% em 2025 e alcançando 84,61% em 2026. O crescimento representa um avanço importante, mas o indicador ainda permanece abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde.
A situação exige atenção especial quando se observa a segunda dose da vacina. Isso significa que, embora parte das crianças tenha iniciado a vacinação, ainda existe uma parcela significativa que não completou o esquema recomendado para sua faixa etária.
Quem deve tomar a vacina – A tríplice viral faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e está disponível gratuitamente na rede pública de saúde. Para as crianças, a primeira dose é recomendada aos 12 meses de idade, enquanto a segunda dose, conforme o calendário infantil, é administrada aos 15 meses, por meio da vacina tetraviral. No entanto, a imunização não é restrita à infância e deve ser garantida em todas as fases da vida.
“O reforço vacinal deve ocorrer em todas as faixas etárias, incluindo adolescentes, adultos e, especialmente, os trabalhadores de saúde. Quem não tem registro das duas doses recomendadas, precisa procurar uma unidade de saúde para garantir essa proteção”, orientou Fernando Virgolino. Ainda, os trabalhadores de saúde, independentemente da idade, devem comprovar duas doses da vacina para serem considerados imunizados.
Nos serviços de saúde, os profissionais das salas de vacinas chamam atenção e reforçam sobre a importância de a população manter o cartão de vacina atualizado, uma das formas mais eficazes de prevenir surtos, proteger a saúde coletiva e evitar o retorno de doenças já controladas.
Saiba mais – Para mais informações sobre as vacinas recomendadas em cada faixa etária, indicações e esquemas de vacinação oferecidos pelo SUS, consulte o Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde: https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/calendario
Documentação necessária – Para receber a vacina, é necessário apresentar um documento oficial com foto ou certidão de nascimento, CPF ou Cartão SUS e a caderneta de vacinação, documento fundamental para que os profissionais de saúde possam verificar a situação vacinal e atualizar as doses, quando necessário.
Confira o ponto de vacinação mais próximo e mantenha sua caderneta em dia:
Horário: das 7h às 11h e das 12h às 16h (De segunda a sexta-feira)
Vírus Sincicial Respiratório (VSR) tipos A e B: exclusivo para gestantes.
Policlínicas Municipais (Cristo, Mangabeira, Mandacaru, Jaguaribe e Praias)
Vírus Sincicial Respiratório (VSR) tipos A e B: exclusivo para gestantes. Influenza: Para toda a população.
Vírus Sincicial Respiratório (VSR) tipos A e B: exclusivo para gestantes. Influenza: Para toda a população.
Horário: 12h às 20h (segunda a sexta) e das 8h às 16h (sábados)
Vírus Sincicial Respiratório (VSR) tipos A e B: exclusivo para gestantes. Influenza: Para toda a população.
Horário: 12h às 20h (segunda a sexta) e das 10h às 16h (sábados)
Vírus Sincicial Respiratório (VSR) tipos A e B: exclusivo para gestantes.
Influenza: Para toda a população.
Vírus Sincicial Respiratório (VSR) tipos A e B: exclusiva para gestantes. Influenza: Para toda a população.
Horário: 12h às 21h (segunda a sexta) e das 8h às 16h (sábados)
Vírus Sincicial Respiratório (VSR) tipos A e B: exclusivo para gestantes. Influenza: Para toda a população.
Quiosque na Orla – Avenida Cabo Branco – na frente do Xênius Hotel e próximo ao CAT Adaptado
Fonte: joaopessoa.pb.gov.br

