A paralisação nacional em defesa da educação pública, convocada pela CNTE e mobilizada pelo Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação do Estado da Paraíba e sindicatos municipais, reuniu trabalhadores e trabalhadoras da educação em diversas cidades paraibanas nesta terça-feira (15). O movimento foi marcado por atos públicos e mobilizações que evidenciaram a unidade da categoria em torno da defesa de direitos e de melhores condições para o setor.
De acordo com o SINTEP-PB, a adesão nas escolas estaduais foi de 100%, com suspensão total das atividades. A paralisação possibilitou que profissionais da educação participassem das atividades, levando à sociedade pautas consideradas prioritárias para o fortalecimento da educação pública.
As ações ocorreram nas regionais de Guarabira (2ª) onde foi realizado um “Café com Luta” na sede do sindicato. Em Campina Grande (3ª) teve mobilização no escritório de representação do Governo do Estado. Já em Cuité (4ª), Monteiro (5ª Regional), Pomba(13ª), Catolé do Rocha(8ª) e Patos (6ª) as atividades aconteceram nas respectivas Gerências Regionais de Educação, onde foram entregues ofícios com a pauta de reivindicações da categoria . Em Cajazeiras (9ª Regional), o ato foi realizado na sede do SINTEP-PB, Em Itaporanga(7ª) ocorreu na Escola Estadual Adalgisa Teodulo, em Itabaiana(12ª) na Praça Epitácio Pessoa. Nessas localidades além de todas escolas paralisadas, professores e professoras participaram das mobilizações e unificaram as reivindicações locais — como o cumprimento integral do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), a incorporação da bolsa desempenho, o reposicionamento de aposentados, a valorização profissional e melhores condições de trabalho, entre outras — às pautas nacionais da Marcha da Classe Trabalhadora, promovida pela Central Única dos Trabalhadores e outras centrais sindicais, ocorrida também nessa quarta-feira, em Brasília.
Na capital, João Pessoa(1ª regional), foi realizado um ato público na Praça dos Três Poderes, em frente à Assembleia Legislativa, em parceria com vários sindicatos municipais da região. A mobilização reuniu dezenas de profissionais da educação em defesa de pautas como o fim da escala 6×1, a aprovação do piso salarial para funcionários de escolas (PL 2531) e a garantia do direito à negociação coletiva para servidores públicos, conforme a Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho.
Durante o ato, uma comissão formada por representantes do SINTEP-PB protocolou ofícios com reivindicações junto a deputados estaduais, a exemplo do deputado Wilson Filho(ex-secretário de educação do Estado). Entre os principais pontos apresentados estão o reposicionamento dos aposentados conforme o artigo 38 do PCCR, a entrega de computadores do 3º edital do programa Paulo Freire, a criação do Plano de Carreira para funcionários de escola, a regulamentação da carga horária especial para pessoas com deficiência (PCDs), a nomeação de concursados, o fim do teto do auxílio-alimentação e a implementação de políticas de combate ao assédio moral, entre outros.

O coordenador-geral do SINTEP-PB, professor Felipe Baunilha, avaliou a paralisação como positiva e destacou a ampla participação da categoria. Segundo ele, o movimento permitiu reforçar a luta por direitos, chamar a atenção da sociedade para a valorização dos profissionais da educação pública — responsáveis pelo atendimento de cerca de 80% dos estudantes do país — e alertar sobre a importância da defesa do ensino público frente a processos de privatização.
Felipe ressaltou e parabenizou o engajamento das regionais do sindicato, que contribuíram para a adesão total nas escolas estaduais e significativa participação de unidades municipais nas mobilizações em todo o estado.
Sinteppb/ascom




